quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Fofuras e miminhos - Porto

 "Há um velho ditado que diz que a lã não pesa para a ovelha. Portanto Deus não dá para cada um de nós um fardo maior do que podemos suportar." 

(Sidnei Chierentin)

A domesticação da ovelha (Ovis aries) começou nas regiões estepárias da Ásia e há registos do uso de fibras de lã anteriores a 6000 a.C. na Anatólia (Turquia), ganhando força com a agricultura na Mesopotâmia. O gorro de lã de ovelha desenvolveu-se de forma espontânea por comunidades de pastores, agricultores e pescadores para isolamento térmico contra o vento e a humidade.

Este presépio está sobre um gorro e faz parte da minha coleção! 




Graça Silvério - Póvoa de Santo Adrião

 "A taza de cerámica rajada reposaba tranquila. Todo estaba como debía estar." 

(Patrick Rothfuss em A Música do Silêncio)

Graça Silvério dedica-se de forma criativa e apaixonada ao mundo do artesanato artístico e decorativo, destacando-se fortemente no trabalho com cerâmica moldada e pintada à mão. 

Este presépio é da sua autoria e faz parte da minha coleção! 



sábado, 31 de outubro de 2026

Panos de cozinha - Porto

 " A casa é  uma máquina de morar."

( Le Corbusier)

O conceito de panos para a cozinha e para a mesa na Europa consolidou-se entre a Idade Média e o século XVII.  Em inventários antigos, como nos séculos XVIII em Lisboa, os panos de cozinha eram tradicionalmente feitos de estopa, a parte mais grossa e rústica do linho. Eram frequentemente catalogados como peças "muito ordinárias" ou utilitárias, acumulando-se em grande quantidade nas casas (divididos entre os panos "maiores", "pequenos", novos ou velhos.

Fui ao Porto e comprei estes panos para alegrar a minha cozinha!

Têm motivos do presépio, como não poderia deixar de ser!







quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Mimos de feltro – Nisa

"Nisa… terra de calma e de alma." 

"Pelo Alto Alentejo", imortalizou a busca pelas maiores riquezas gastronómicas da vila: O queijo, o melhor que se traz do Alentejo."

(Alexandre O´Neill)

A origem dos Bordados de Nisa (frequentemente chamados de alinhavados, desfiados ou caramelos) remonta ao século XV, com forte influência e herança de técnicas italianas.

Trata-se de uma tradição secular profundamente ligada aos costumes matrimoniais. São executados habitualmente sobre tecido de linho ou algodão (alinhado ou cru), destacando-se pelo ponto de crivo e pelo ponto de cordão, onde se tiram fios da trama para criar fundos rendilhados que fazem ressaltar os desenhos geométricos ou inspirados na Cruz de Cristo.

As aplicações em feltro constituem uma das mais antigas formas de bordar, muito associada aos centros produtores de lã.

Nisa sofre esta influência, uma vez que a venda de lã e de baeta vinda dessa zona era prática muito antiga nos mercados. Os motivos mais frequentes dos desenhos são as flores, as parras, todo o tipo de folhas, cachos de uvas e outros relativos à flora local.

Estes dois presépios bordados fazem parte da minha coleção e vieram de Nisa! 






quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Antius - Cantanhede

 "O importante não é a casa onde moramos. Mas onde, em nós, a casa mora."

(Mia Couto)

A origem da casa no mundo remonta ao período pré-histórico, quando os seres humanos deixaram o nomadismo estrito e começaram a fixar-se em territórios. O uso do fogo ajudou a iluminar, aquecer e afastar predadores. Com o tempo, as construções passaram a usar pedras, ossos, galhos, folhas, palhas, peles de animais e barro.

O desenvolvimento da agricultura e da domesticação de animais permitiu que as pessoas abandonassem a necessidade de constante migração, criando as primeiras aldeias e povoados fixos.

Na Mesopotâmia, surgiram as primeiras casas de dois andares (sobrados) por volta de 2000 a.C.

Este presépio é mesmo muito pequenino e fica grande sobre uma moeda de 1 cêntimo! Retrata José e Maria dentro de uma mini casa e faz parte da minha coleção! Tentei aumentar para se verem todos os pormenores! 


segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Dedal - Miranda do Douro

 "O Douro é um excesso de natureza".

(Miguel Torga)

Miranda do Douro é uma cidade fronteiriça do nordeste de Portugal (distrito de Bragança), situada sobre as arribas do rio Douro e marcada por uma forte herança cultural, histórica e natural. O mirandês (mirandés) é reconhecido oficialmente como a segunda língua de Portugal.

Destaca-se pela dança dos Pauliteiros de Miranda (com trajes próprios e o som da gaita de foles) e pela imponente capa de honra mirandesa. 

Fundada como vila em 1286 (no Tratado de Alcañices) e elevada a cidade em 1545 por D. João III, abriga a Antiga Sé de Miranda do Douro (primeira diocese de Trás-os-Montes). 

O Burro Mirandês (Equus africanus asinus) é uma raça autóctone portuguesa originária do planalto de Miranda do Douro. É conhecido pela sua grande docilidade, resistência ao frio rigoroso do planalto e inteligência.

Este dedal foi comprado em Miranda do Douro e têm um presépio, como não poderia deixar de ser!






sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Isaura Marques - Soure

 "Panela velha é que faz comida boa."

(Ditado popular que valoriza a experiência e a tradição)

A origem da panela de 3 pernas (também conhecida tradicionalmente em Portugal como pote de ferro ou panela de três pés) remonta à Europa da Idade Média (entre os séculos V e XV).

A introdução das três pernas foi uma solução puramente funcional para a época. Como as cozinhas medievais e rurais não tinham fogões modernos, a comida era confecionada diretamente em fogueiras abertas, lareiras de chão ou sobre brasas. Os três pés permitiam que a panela se mantivesse perfeitamente estável em superfícies irregulares, mantendo a base do pote elevada à altura ideal acima das brasas ou da lenha, sem a necessidade de um suporte ou trempe adicional.

Em Portugal, especialmente nas regiões do Norte e de Trás-os-Montes, o pote de ferro de três pernas tornou-se um símbolo da identidade gastronómica rural. Era o utensílio essencial para preparar lentamente pratos icónicos como o cozido à portuguesa, feijoadas, caldos e sopas. O ferro fundido distribui e retém o calor uniformemente, o que confere à comida um sabor apurado impossível de replicar nas panelas modernas.

Esta panela têm um presépio e faz parte da minha coleção!





quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Isaura Marques - Soure

 “São eles que anunciam o verão. Não sei doutra glória, doutro paraíso: à sua entrada os jacarandás estão em flor, um de cada lado. E um sorriso, tranquila morada, à minha espera.”

(Eugénio de Andrade)

O jacarandá (nome científico Jacaranda mimosifolia) é nativo da América do Sul, com origem geográfica na região que abrange o noroeste da Argentina, a Bolívia, o Paraguai e o sul do Brasil.

O termo vem de yacarandá, significando "perfumado" ou "árvore rugosa".•

Foi introduzida em Lisboa,  no início do século XIX por Félix de Avelar Brotero, então diretor do Jardim Botânico da Ajuda.

Este presépio é um fruto de jacaranda pintado e faz parte da minha coleção! 




segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Presentes com coração - Póvoa de Varzim

 "Sou um pobre homem da Póvoa de Varzim."

(Eça de Queirós)


Eça de Queirós nasceu na Póvoa do Varzim! A Póvoa de Varzim é conhecida pela sua forte ligação ao mar, tradição piscatória e dinamismo turístico.

A camisola poveira foi criada no século XIX para proteger os pescadores do frio do mar. Eram tricotadas em lã branca e bordadas a ponto de cruz pelas noivas, mães ou irmãs dos pescadores como um sinal de amor e proteção.Incluem motivos ligados ao mar (âncoras, barcos), o brasão nacional e as siglas poveiras (uma forma de escrita e marca identitária da comunidade piscatória local. 




Presépio rolha de cortiça - Porto

 "Cascas de sobreiro, onde o inverno escreve a sua história de frio e o verão o seu poema de fogo."

(Miguel Torga)

O sobreiro é a única espécie cuja casca produz a cortiça com estas características.

Acontece quando a árvore atinge entre 25 a 30 anos de idade. Esta primeira casca chama-se cortiça virgem.

Portugal é o maior produtor mundial de cortiça, responsável por cerca de metade da produção global.

Este presépio foi feito dentro de uma rolha de cortiça e faz parte da minha coleção!



Presépio dentro de coroa - Porto

 "Portugal é um pomar mal cuidado, mas onde o sol atinge uma perfeição de ouro."

(Miguel Torga) 

Os primeiros enfeites de cabeça (como a união das coroas do Alto e Baixo Egito) demonstravam o poder divino e a soberania absoluta do governante.

 Na Idade Média, as coroas abertas (aros simples com florões) evoluíram para modelos fechados por arcos, sinalizando que o monarca não se subordinava a nenhum outro poder terreno.

 Até ao reinado de D. Sebastião, a insígnia portuguesa era um aro aberto de ouro; depois, passou a ser uma coroa fechada para representar a unidade do Estado.

A partir de D. João IV, em 1640, os reis portugueses deixaram de colocar fisicamente a coroa na cabeça durante a cerimónia, optando por aclamá-la e depositá-la junto a si, consagrando Nossa Senhora da Conceição como a verdadeira Rainha de Portugal.

A palavra vem do latim corona, derivada da ideia de algo que se eleva no topo da cabeça para denotar força, vitória e distinção.

Este presépio está dentro de uma coroa e faz parte da minha coleção!





Presépios com as províncias portuguesas

 "Portugal é um país que todos dizem que é rico, povoado por gente que todos sabem que é pobre."

(Eça de Queirós)

As províncias de Portugal foram extintas oficialmente em 1976 e já não têm significado administrativo, mas a divisão tradicional de 1936 ainda é muito usada para referência cultural e geográfica. De norte para sul, as antigas províncias de Portugal continental eram:

• Minho

• Trás-os-Montes e Alto Douro

• Douro Litoral

• Beira Alta

• Beira Litoral

• Beira Baixa

• Ribatejo

• Estremadura

• Alto Alentejo

• Baixo Alentejo

• Algarve

 Hoje, o território divide-se administrativamente em distritos (no continente), concelhos (municípios) e freguesias, além das duas regiões autónomas dos Açores e da Madeira. 

Estes imanes lembram-nos as províncias e o que há de caraterístico em cada região do nosso país! Fazem parte da minha coleção! 



































quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Postal de Natal - Edar

 Natal é tempo de comemorar a vida, espalhar o amor e semear a esperança. 

O postal  nasceu no século XIX para baratear e simplificar mensagens curtas, tendo circulado oficialmente pela primeira vez a 1 de outubro de 1869 no Império Austro-Húngaro.

O postal de Natal nasceu em Inglaterra em 1843, criado por John Callcott Horsley a pedido de Sir Henry Cole. Cole tinha muito trabalho e não conseguia escrever cartas a todos os amigos, por isso mandou desenhar um cartão com a frase "Merry Christmas and a Happy New Year".

Este foi pintado por Edar uma pintura que pinta com a boca.

Aqui fica a foto!



segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Randomstuff 3D - Faro

 "A sagrada família é um simbolo de amor, união, esperança e proteção." 

Estas Sagradas Famílias representam isso mesmo! São de cor branca e todos estes modelos foram idealizados e concretizados por um menino de 13 anos que têm muito talento e que terá muito sucesso ao longo da sua vida! 

Aqui ficam as fotos! 





quarta-feira, 29 de julho de 2026

Maria Ferreira - Barcelos

 “A liberdade é a arte de viver.”

(E.Morente)

O bordado de crivo tem uma origem secular em Portugal, com raízes profundamente ligadas à região do Minho e ao arquipélago dos Açores. O grande berço histórico e identitário desta técnica é a freguesia de São Miguel da Carreira, no concelho de Barcelos. A importância cultural da região é tão significativa que a Arte de Bordar o Crivo em São Miguel da Carreira está oficialmente inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial de Portugal.

As  bordadeiras conciliavam a criação do crivo com o trabalho agrícola. Reuniam-se à noite em "serões" comunitários para bordar à luz de candeeiros a petróleo (conhecidos como mancebos).

Possuir lençóis ou toalhas de linho com crivo era um luxo reservado às famílias abastadas, que exibiam estas peças em dias de romaria e festas importantes.

Este presépio é bordado em crivo e faz parte da minha coleção!



terça-feira, 28 de julho de 2026

Berta Paiva - S. Miguel - Açores

 "Milho. Bem granado, cor de ouro. Alvo. Às vezes vareia, - espiga roxa, vermelha, salpintada."

Cora Coralina (Poema do milho)

O milho e as suas valiosas folhas têm origem na América Central, mais especificamente no atual México. Foram domesticados pelos povos indígenas há cerca de 7.000 a 10.000 anos.

A expansão pelo resto do mundo ocorreu a partir do século XVI, através dos descobrimentos, quando os colonizadores europeus levaram o cereal e os seus cultivos para a Europa, África e Ásia.

As suas folhas têm uma longa história e aplicações práticas em diversas culturas: No México, é utilizada para envolver os tradicionais tamales. No Brasil e em Portugal, a palha seca é usada para envolver doces e salgados tradicionais, como a pamonha.

Com a introdução do milho, as suas folhas secas passaram a ser usadas de forma massiva na agricultura e na tradição local, como material para forrações, enchimento de colchões e fabrico de bonecas artesanais (conhecidas popularmente como bonecas de palha de milho).

Este presépio foi feito com a folha de milho e está encantador! Faz parte da minha coleção!




Berta Paiva - S. Miguel - Açores

 "A honra é como a pedra preciosa: com um pequeno defeito, tem o preço enormemente reduzido." 

( Jacques Bossuet)

A pedra turquesa azul é reconhecida mundialmente como o amuleto da proteção, da boa sorte e do equilíbrio emocional. Utilizada há milénios por civilizações antigas como os egípcios e os astecas, ela simboliza a união entre o céu e a terra, trazendo paz de espírito e bem-estar a quem a usa!

Este presépio está montado sobre uma rodela de turquesa azul e faz parte da minha coleção!




sexta-feira, 15 de maio de 2026

Frasco 25 de Abril - Porto

 "O povo é quem mais ordena." 

(inspirado na canção de Zeca Afonso, "Grândola, Vila Morena")

O 25 de Abril de 1974, conhecido como a Revolução dos Cravos, foi um golpe militar orquestrado pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) que derrubou, em menos de 24 horas, a ditadura do Estado Novo em Portugal. Terminou com o regime ditatorial liderado por Marcelo Caetano. Acabou com 48 anos de regime autoritário, instaurou a democracia e iniciou a descolonização. A população saiu à rua em apoio aos militares, colocando cravos vermelhos nos canos das espingardas, o que deu nome à revolução. 

O MFA baseou a sua ação em três pilares: Democratizar, Descolonizar e Desenvolver.

Esta revolução trouxe liberdade de expressão, libertou presos políticos, permitiu o regresso de exilados e promoveu eleições livres. 

A data é celebrada anualmente a 25 de abril como um feriado nacional obrigatório, simbolizando a conquista da democracia.

Este presépio faz uma bonita homenagem a esta data e faz parte da minha coleção!




quarta-feira, 13 de maio de 2026

Presépios em papel - Maia

 "O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria se aprende é com a vida."

(Cora Coralina)

A empresa Saber - Comércio e Representações, Lda (frequentemente associada a edições de livros, jogos e brinquedos) encontra-se sediada na Zona Industrial da Maia.

Estes presépios foram ilustrados por João Melo e fazem parte da minha coleção!