segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Bem feito - Viana do Castelo

"Onde existe o Amor existe a Trindade: um que ama, um que é amado e uma fonte de amor."
 (Santo Agostinho)


Este presépio faz parte da minha colecção, é feito em crochet e faz uma bonita homenagem à cidade de Viana do Castelo.

No ano de 1258 Viana foi fundada junto a desembocadura do Rio Lima por D. Afonso III.
Na Época das Descobertas, desta Vila marinheira, partiram muitas embarcações que voltaram repletas de tesouros que enriqueceram a população.

Em 1374, é concluída a muralha da Vila, na altura com quatro portas: Porta de S. Pedro, Porta da Ribeira, Porta do Postigo e Porta de Santiago.

A 1 de Junho de 1512, D. Manuel concede Foral Novo a Viana por a considerar importante pólo de comércio marítimo.

Em 1563, D. Sebastião classifica Viana como «Vila Notável», dizendo-a uma das mais nobres e de maior rendimento do reino.

No século XIX a população recebe o nome de Viana do Castelo quando D. Maria lhe concede o título de cidade.

É difícil resistir ao encanto da cidade de Viana do Castelo, quando a luz clara cria sombras geométricas por entre os majestosos edifícios históricos, onde os estilos manuelino, barroco, revivalista e art-déco predominam. As ruas e ruelas do centro histórico, um dos mais belos e bem conservados do Pais, chamam a nossa atenção, quer pelas belas fachadas, quer pelos painéis de azulejos preciosos no traço e na cor, constituindo um autêntico compêndio da história da arquitectura em Portugal.

Falta apenas partilhar uma curiosidade sobre o nome desta cidade! Conta-se que um cavaleiro se apaixonou por uma bela princesa. Rondava o castelo da sua amada, vezes sem conta, na esperança de a ver.
Um dia, na varanda mais alta do castelo, viu a princesa, Ana de seu nome, que lhe acenava.
Louco de alegria, o cavaleiro não se conteve e então gritava:
"Vi Ana do Castelo! Vi Ana do Castelo!"


A formiguinha - Viana do Castelo


"Nunca imites ninguém. Para que a tua produção seja como um novo fenómeno da natureza." - (Leonardo Da Vinci)



terça-feira, 7 de agosto de 2018

Janelas do Alentejo - Évora

“É o espaço aberto que parece não ter fim. São as cores e os cheiros que brotam da terra. É a inconfundível traça da arquitectura rural, presente nos "montes” das grandes herdades, no casario mais antigo das cidades, vilas e aldeias ou nas ermidas que pintam de branco o alto dos cabeços. É o que se lê nas formas de ser e de fazer, nas artes que se conservam e se renovam, na tradição que se mantém e se recria, no "cante” que, com alma e coração, só os alentejanos sabem cantar.”


As construções integraram-se na paisagem como se dela fizessem parte, utilizaram materiais e soluções adaptadas ao clima e à função e formaram conjuntos naturalmente equilibrados que, ainda hoje, são fonte de inspiração para as intervenções contemporâneas.

Passear pelo Alentejo é um encontro permanente com esta realidade e com os dois tipos de arquitectura que a exprimem: a erudita, por vezes de grande valia sob o ponto de vista do património monumental, e que é bem visível nos solares de grandes herdades e nas casas nobres dos centros urbanos; e a popular, que nos revela outras faces do património, de sabor genuinamente rural, e se observa no casario mais antigo das aldeias, vilas e cidades.

É possível identificar as casas térreas de um só piso, as paredes grossas e com poucas aberturas, as enormes chaminés, por vezes mais altas do que as casas, por onde saem os fumos das lareiras que aquecem as noites frias e curtem os enchidos caseiros!
A textura das paredes exteriores e interiores que as mulheres vão caiando e os coloridos rodapés que se pintavam em ocre ou azul.
Esta fachada está pintada de azul e tem um presépio bem pequenino.


Outro exemplar do mesmo autor, com um pequeno sobreiro: 




sexta-feira, 27 de julho de 2018

Isidoro Valério - Crato

"O saber deve ser como um rio, cujas águas doces, grossas, copiosas, transbordem do indivíduo, e se expandem, estancando a sede dos outros. Sem um fim social, o saber será a maior das futilidades. "

(Gilberto Freire)



No século I, Plínio fez uma extensa referencia aos sobreiros e à sua origem e explicou que o sobreiro era adorado como um símbolo de honra e de liberdade e que por esse motivo só os sacerdotes os podiam cortar!

No século IV a. C, a cortiça era utilizada em telhados de casas, bóias, tampas para toneis e sapatos femininos!

No século XVIII, o monge beneditino Pierre Pérignon começou a utilizar a cortiça para vedar o famoso champagne!

Portugal é considerado o país com maior extensão do mundo de sobreiros, possui uma área de 730 mil hectares de coutado!

E muito mais haveria a dizer sobre a cortiça pois é uma árvore extremamente útil, nomeadamente as suas propriedades de isolamento acústico e térmico!

Aqui ficam as fotos deste engraçado presépio feito em cortiça.





sábado, 21 de julho de 2018

Iliana Menaia - Ponte de Sor

A mente é um lugar em si mesma e pode fazer do inferno um paraíso ou do paraíso um inferno.” (John Milton)

O Alentejo é uma terra de planícies de mil e uma cores e de uma serenidade incomparável.
Esta artesã retrata bem a região com os sobreiros e planícies.
Aqui fica uma foto do presépio:



quinta-feira, 19 de julho de 2018

Presépios da Bé - Abrantes

"Não aspire ser centro de nada. A importância aqui é muito mortal. Veja, por exemplo, essas avezitas que pousam no dorso dos hipopótamos. Sua grandeza é o seu tamanho mínimo. É essa a nossa arte, nossa maneira de nos fazermos maiores: catando nas costas dos poderosos."
( Mia Couto)


O Brachychiton populneus é originário da Australia, Nova Gales do Sul e Queensland.
Foi descoberta por Thomas Mitchell e John Lindley em 1848!

Esta árvore chega a atingir os 3,5 metros de altura!

A floração de cor creme ocorre entre Setembro e Novembro, e a frutificação, com folículos em forma de barco, acontece entre os meses de Novembro e Maio!

Foi num destes folículos que este presépio foi feito!


Outro exemplar feito com madeira e tecidos. 


 Outro exemplar feito com casca de pinheiro, malmequer seco e tecidos.


E finalmente este feito com tecidos e folhas secas. 




Todos os presépios tem uma delicadeza e beleza incríveis! Visitem a página do facebook - Presépios da Bé". 



quarta-feira, 18 de julho de 2018

Flor de Diamante - Gondomar

“O caminho para se conseguir a felicidade é fazendo as outras pessoas felizes.” 
(Robert Baden-Powell)


Robert Baden-Powell foi o fundador do escutismo!
 Ele tinha 6 irmãos e desde novo que os 7 participavam em excursões de barco, foi aí que aprendeu a manobrar um barco, a cozinhar, a acampar e a obedecer a ordens com rapidez!

Aos 12 anos recebeu uma bolsa para estudar na escola de Charterouse em Inglaterra, junto à escola havia um pequeno bosque, onde ele praticava as suas capacidades de sobrevivência e convívio com a Natureza. Gostava de apanhar coelhos para cozinhar e utilizava fogueiras sem fumo para não ser descoberto, gostava também de observar os animais e de seguir pistas, treino que lhe seria muito útil no futuro.

Em 1876 entrou para o Exército e foi colocado na Índia onde rapidamente se distinguiu e, aos 26 anos era já Capitão! Depois disto fez campanhas em África onde se afirmou como um excelente explorador e ganhou experiência que iria pôr em prática na sua vida enquanto Escuteiro.

Em 1899 defendeu a cidade de Mafeking (que teria no futuro uma enorme importância para o escutismo), na África do Sul durante 217 dias contra os Boers que consistiam num grupo muito maior numericamente. Enquanto defendia a cidade, ele organizou um grupo de rapazes e transformou-os num corpo de mensageiros, com isto, ficou rapidamente impressionado com a maneira como os rapazes executavam as suas missões e percebeu que qualquer que fosse a missão que lhes fosse pedida, o resultado era sempre positivo!

Ele escreveu o livro “Aids to Scouting”, um manual de treino para os soldados se tornarem exploradores, utilizado por muitas organizações de jovens em Inglaterra.

 Baden-Powell decidiu então planear um acampamento com estes jovens para testar as suas ideias entre os dias 25 de Julho a 9 de Agosto de 1907 na, hoje famosa, Ilha de Brownsea.

Ele assumiu o papel de Chefe Escuta, com a ajuda de B.W. Green, H. Robson, e P.W. Everett. O resultado foi bastante positivo, levando-o a escrever o livro “Escutismo para Rapazes”, publicado em 6 fascículos quinzenais em Janeiro de 1908. No final do ano, o livro estava já traduzido em mais de 5 línguas e existiam já mais de 60 000 escuteiros.

Foi assim que o escutismo se tornou no maior movimento mundial de jovens até aos dias de hoje!
Chegou a Portugal em 1912, ano em que Baden-Powell se casou com Miss Olave Soames, que se iria tornar na Chefe das Guias, movimento escutista apenas para o sexo feminino, também fundado por ele!
Em 1920 formou-se a Conferência Internacional do Escutismo e no Jamboree Mundial desse mesmo ano, Baden-Powell foi aclamado como Chefe Escutista Mundial.

Ele dedicou o resto da sua vida ao movimento escutista, acreditando que este seria o único caminho para a fraternidade mundial, visto que o movimento não tinha fronteiras nacionais.

O emblema do escuteiro é uma flor-de-lis, símbolo de paz e pureza.

Nos últimos anos da sua vida, já com a saúde mais fraca, Baden-Powell mudou-se para o Quénia e acabou por lá falecer no dia 8 de Janeiro de 1941.

Estes presépios fazem uma bonita homenagem aos escuteiros.