sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Workshop construir um presépio

"A inspiração existe, mas tem que encontrar você caminhando."
(Pablo Picasso)


Este workshop que frequentei tinha como objectivo construir um presépio.
Depois de duas horas a moldar o biscuit, apresento-vos o resultado final!
Espero que gostem!



quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Tiago Cabeça - Évora

"As paixões humanas não passam dos meios que a natureza utiliza para atingir os seus fins"
(Marquês de Sade)

A Aldeia da Terra foi idealizada por Tiago Cabeça e faz as delicias de todos! Retrata bem o pitoresco e engraçado da sociedade portuguesa! Vários artistas estão lá caricaturados.

Este presépio faz parte da minha colecção e está muito engraçado! Não faltam o gatinho, o porco, o burro e a vaquinha! Aqui fica a foto! 



Outro exemplar a retratar as bonitas casas alentejanas e os girassóis, uma das flores que mais adoro.






domingo, 2 de setembro de 2018

Presépio com anjos



Que os anjos construam hospitais para as almas sofredoras. Enquanto não o fazem, construirei para elas um palácio de sonhos.” 
(H. Balzac)

Anjo deriva do latim (angelus) com o significado de mensageiro. Eles são os seres intermediários entre Deus e a humanidade.
Segundo os gregos, eles eram os “espíritos” da condição humana, isto é, personificações de vários estados de existência, emoções, acções e moralidade. Eles foram classificados em bons (Agathos) e maus (Kakos).  


Este presépio  faz parte da minha colecção e tem vários anjos a contemplar o Menino Jesus. Aqui fica a foto!


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Bordallo Pinheiro – Caldas da Rainha

A vida, para a vida, é sempre longa; mas para a arte é sempre breve; só quando se não faz nada há sempre tempo.”
(Agostinho Silva)

Raphael Bordallo Pinheiro é uma das personalidades mais relevantes da cultura portuguesa oitocentista, destacando-se nas áreas da cerâmica, artes e caricaturas.

 Em 1884 começa a sua produção de cerâmica, na Fábrica de Faianças nas Caldas, revelando peças de enorme qualidade artística e criativa, desenvolvendo: azulejos, painéis, potes, centros de mesa, jarros bustos, fontes lavatórios, bilhas, pratos, perfumadores, jarrões e animais agigantados, etc.

Também brilhou com as figuras populares como o Zé Povinho, a Maria da Paciência, a ama das Caldas, o polícia, o padre tomando rapé o sacristão de incensório nas mãos e muitos outros.
O seu notável trabalho na cerâmica fê-lo conquistar medalha de ouro em exposições internacionais (Madrid, Antuérpia, Paris e nos Estados Unidos).

Esta medalha faz parte da minha colecção e já tem mais de 20 anos!



segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Bem feito - Viana do Castelo

"Onde existe o Amor existe a Trindade: um que ama, um que é amado e uma fonte de amor."
 (Santo Agostinho)


Este presépio faz parte da minha colecção, é feito em crochet e faz uma bonita homenagem à cidade de Viana do Castelo.

No ano de 1258 Viana foi fundada junto a desembocadura do Rio Lima por D. Afonso III.
Na Época das Descobertas, desta Vila marinheira, partiram muitas embarcações que voltaram repletas de tesouros que enriqueceram a população.

Em 1374, é concluída a muralha da Vila, na altura com quatro portas: Porta de S. Pedro, Porta da Ribeira, Porta do Postigo e Porta de Santiago.

A 1 de Junho de 1512, D. Manuel concede Foral Novo a Viana por a considerar importante pólo de comércio marítimo.

Em 1563, D. Sebastião classifica Viana como «Vila Notável», dizendo-a uma das mais nobres e de maior rendimento do reino.

No século XIX a população recebe o nome de Viana do Castelo quando D. Maria lhe concede o título de cidade.

É difícil resistir ao encanto da cidade de Viana do Castelo, quando a luz clara cria sombras geométricas por entre os majestosos edifícios históricos, onde os estilos manuelino, barroco, revivalista e art-déco predominam. As ruas e ruelas do centro histórico, um dos mais belos e bem conservados do Pais, chamam a nossa atenção, quer pelas belas fachadas, quer pelos painéis de azulejos preciosos no traço e na cor, constituindo um autêntico compêndio da história da arquitectura em Portugal.

Falta apenas partilhar uma curiosidade sobre o nome desta cidade! Conta-se que um cavaleiro se apaixonou por uma bela princesa. Rondava o castelo da sua amada, vezes sem conta, na esperança de a ver.
Um dia, na varanda mais alta do castelo, viu a princesa, Ana de seu nome, que lhe acenava.
Louco de alegria, o cavaleiro não se conteve e então gritava:
"Vi Ana do Castelo! Vi Ana do Castelo!"


A formiguinha - Viana do Castelo


"Nunca imites ninguém. Para que a tua produção seja como um novo fenómeno da natureza." - (Leonardo Da Vinci)



terça-feira, 7 de agosto de 2018

Janelas do Alentejo - Évora

“É o espaço aberto que parece não ter fim. São as cores e os cheiros que brotam da terra. É a inconfundível traça da arquitectura rural, presente nos "montes” das grandes herdades, no casario mais antigo das cidades, vilas e aldeias ou nas ermidas que pintam de branco o alto dos cabeços. É o que se lê nas formas de ser e de fazer, nas artes que se conservam e se renovam, na tradição que se mantém e se recria, no "cante” que, com alma e coração, só os alentejanos sabem cantar.”


As construções integraram-se na paisagem como se dela fizessem parte, utilizaram materiais e soluções adaptadas ao clima e à função e formaram conjuntos naturalmente equilibrados que, ainda hoje, são fonte de inspiração para as intervenções contemporâneas.

Passear pelo Alentejo é um encontro permanente com esta realidade e com os dois tipos de arquitectura que a exprimem: a erudita, por vezes de grande valia sob o ponto de vista do património monumental, e que é bem visível nos solares de grandes herdades e nas casas nobres dos centros urbanos; e a popular, que nos revela outras faces do património, de sabor genuinamente rural, e se observa no casario mais antigo das aldeias, vilas e cidades.

É possível identificar as casas térreas de um só piso, as paredes grossas e com poucas aberturas, as enormes chaminés, por vezes mais altas do que as casas, por onde saem os fumos das lareiras que aquecem as noites frias e curtem os enchidos caseiros!
A textura das paredes exteriores e interiores que as mulheres vão caiando e os coloridos rodapés que se pintavam em ocre ou azul.
Esta fachada está pintada de azul e tem um presépio bem pequenino.


Outro exemplar do mesmo autor, com um pequeno sobreiro: