sábado, 24 de dezembro de 2022

Maria Pitanga - Lisboa

 

"Um homem que não se alimenta de seus sonhos, envelhece cedo.”

(William Shakespeare)


Este presépio é feito com fios de muitas cores o que lhe transmite vivacidade e alegria! 



sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Maria Milheiriço - Sardoal

 

"Naquele dia, fazia um azul tão límpido, meu Deus, que eu me sentia perdoado para sempre.Nem sei de quê."

 (Mário Quintana)


O primeiro documento escrito encontrado que prova a importância do Sardoal data de 11 de Janeiro de 1313, através de carta da Rainha Santa Isabel, que obrigava os passageiros que viessem da Beira para Abrantes e Constância a passarem por dentro do lugar de Sardoal para pagarem tributo.

Em 1531 D. João III elevou o Sardoal a vila e um ano mais tarde demarcou, por carta, os seus limites territoriais, de acordo com a sua nova condição.

O século XVI é considerado como o “século de ouro” da história do Sardoal. Foi neste século que os Autos de Gil Vicente foram escritos; foi fundada a Santa Casa da Misericórdia de Sardoal; foram pintados os Quadros do Mestre de Sardoal (encontram-se na Igreja Matriz); foi construída a Igreja da Misericórdia e fundado o Convento de Santa Maria da Caridade.

Este último monumento exibe freixos trazidos pelos sardoalenses que acompanharam Vasco da Gama na sua segunda viagem à Índia. Estes factos não são de estranhar se considerarmos que o Senhorio do Sardoal pertencia à família dos Almeida, os Condes de Abrantes, que detinham na altura os principais cargos de governação do reino! Note-se também, que o primeiro Vice-Rei da Índia, D. Francisco de Almeida, foi comendador do Sardoal. Entre de 1807 e 1811 passaram por aqui as Invasões Francesas, a 1.ª e a 3.ª, dirigidas por Junot e Massena, respetivamente.

Por fim, salientam-se as manifestações religiosas que assumem características únicas no concelho de Sardoal. A Semana Santa, com as tradicionais procissões e as capelas enfeitadas com tapetes de flores e verduras naturais têm trazido ao concelho dezenas de milhares de visitantes todos os anos.

Foi nesta bonita vila que nasceu Maria Milheiriço e que nos encanta com o seu artesanato maravilhoso! Este presépio é a prova disso!



Fernando Rodrigues - Vila do Conde

 

"Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.” (Nelson Mandela)




Patrícia Almeida - Mêda

 

"A noite é mais pura do que o dia, é melhor para pensar, amar e sonhar. À noite tudo é mais intenso, mais verdadeiro. O eco das palavras que foram ditas durante o dia assume um significado novo e mais profundo.” 

(Elie Wielsel)

Este presépio faz-nos lembrar a noite e o luar repleto de lindas estrelas. 



Presépio sobre bacalhau - Ílhavo

 "O bacalhau é um peixe lavado e passado a ferro."

(Barão de Itararé)

O bacalhau é característico de Portugal, frequentemente associado à composição da mesa natalícia. É um dos alimentos mais populares entre os portugueses e a sua introdução nos hábitos alimentares é secular.

Os primeiros indícios relacionados com a pesca e a salga do bacalhau em Portugal, remontam ao século XIV. Foi na época dos Descobrimentos, que os portugueses viram o bacalhau como o peixe ideal, que resistia às longas travessias marítimas.

Os pioneiros na pesca do bacalhau foram os vikings que, na falta do sal, deixavam o peixe a secar ao ar livre, dispostos nos barcos. Na Idade Média, o sal era um trunfo que os portugueses tinham e utilizavam como moeda de troca com os países nórdicos, de quem importavam o bacalhau e para quem exportavam o sal.

Por volta do ano de 1506 nasceu um imposto sobre o bacalhau que entrava nos portos entre o Douro e o Minho. Entretanto, a pesca por frotas portuguesas manteve-se irregular e acabou por ser interrompida durante a dinastia filipina.

O consumo do bacalhau salgado seco generalizou-se durante o século XVII e, até ao século XX, consumia-se o chamado “bacalhau inglês”. Portugal retomou as suas viagens à Terra Nova no ano de 1835, pela Companhia de Pescarias Lisbonense.

Este presépio está sobre um mini bacalhau e faz parte da minha coleção! 




sábado, 17 de dezembro de 2022

Porta-chaves - Valongo

 "O amor é tecido pela natureza e bordada pela imaginação."

(Voltaire)

Este porta-chaves faz parte da minha coleção e foi comprado numa exposição de presépios. 



segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Presépio de Sal - Rio Maior

 "Deve existir algo estranhamente sagrado no sal: está nas nossas lágrimas e no mar..."

(Khalil Gibran)

O sal é uma substância vital para o ser humano! O sal está presente na Terra desde a sua formação, e foi no meio salino que surgiram os primeiros seres unicelulares, desempenhando um importante papel na evolução dos seres vivos e na história da humanidade. Os registos do uso do sal pelos homens remontam há cinco mil anos. Ele já era usado na Babilônia, no Egito, na China e Colômbia, principalmente como moeda, como forma de conservar alimentos e para lavar, tingir e amaciar o couro. Devido à sua escassez e importância, o sal chegou a ter o valor equivalente ao ouro, e foi o pivô de guerras e disputas – só para se ter uma ideia, as primeiras estradas construídas tinham como objetivo transportar o sal. Durante o Império Romano, os soldados eram pagos com rações - as Salarium Argentum - que deram origem à palavra salário! 

O sal Português sempre foi considerado até no estrangeiro, de qualidade superior. Portugal foi um país exportador, no reinado de D. Afonso Henriques, Aveiro fornecia sal para todo território nacional e também exportava grandes quantidades. Mais tarde, no reinado de D. João I, foi permitida a exportação de sal do Algarve e de Lisboa.

Esteve presente na Guerra dos Cem Anos, no luxo da Corte de Versalhes e na Revolução Francesa, no domínio de Portugal sobre o Brasil e, até, na Independência da Índia em relação a Inglaterra, em 1948, entre muitos outros.

O poder e valor atribuídos ao sal foram de tal ordem que este se tornou num símbolo de diversas religiões e o elemento de muitas superstições. E, se para alguns era símbolo de fertilidade, pureza ou saúde, para outros é um sinal de mau agouro.

O sal preserva os alimentos, criando um ambiente hostil para alguns micro-organismos patogênicos, inibindo seu crescimento e evitando a deterioração.

O sal provoca a fortificação do glúten nas massas, produzindo uniformidade, dureza e textura.

O sal tem como principal função no organismo garantir o equilíbrio dos fluidos corporais, assim como regular o ritmo cardíaco, o volume de sangue, a transmissão de impulsos nervosos e as contrações musculares e outros.

Existem muitas espécies de Sal como o sal rosa, sal marinho, flor de sal, sal refinado, sal negro!

Este presépio foi comprado no passeio que fiz aos presépios de sal de Rio Maior! Recomendo uma visita!