quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Agulha & artes - Cartaxo

 "A vida pode ser comparada a um bordado que no começo da vida vemos pelo lado direito e, no final, pelo avesso. O avesso não é tão bonito, mas é mais esclarecedor, pois deixa ver como são dados os pontos."

(Arthur Schopenhauer)

Ao contrário de outros artesanatos têxteis, o bordado teve desde suas origens uma função essencialmente estética e não utilitária, e por isso se tornou um campo muito atraente para a arte popular.

O bordado é a arte de ornamentar os tecidos com fios diferentes, formando desenhos. Esse trabalho executa-se à mão ou à máquina, com agulhas de várias grossuras e feitios, inclusive as de gancho ou crochê. Os fios empregados para bordar podem ser os mais variados: de algodão, seda, linho, ráfia, ouro e prata, e ainda de fibra sintética, náilon, acrílico e celofane. O bordado, além dos fios, complementa-se com outros elementos que vão de materiais preciosos, como ouro, prata, pérolas, pedras preciosas, lantejoulas e canutilhos, até os mais rústicos, como sementes, conchinhas, palha, contas de vidro ou de madeira etc. O bordado pode ser plano ou em relevo, que por vezes o torna semelhante a uma escultura. 

As civilizações antigas que se desenvolveram nas margens do Eufrates, a arte do bordado foi muito cultivada. Nos monumentos da Grécia antiga, aparecem figuras com túnicas bordadas. Os hebreus também usavam bordados, cuja invenção atribuíram a Noema. Em várias passagens da Bíblia há referência à arte de bordar. Homero fala dos bordados de Helena e Andrômaca, nos quais essas princesas documentaram episódios da guerra de Tróia. Os romanos pouco utilizaram o bordado até a formação do império, mas, a partir de então, essa arte generalizou-se.

Foi a partir do século VII, porém, que o interesse pelo bordado se tornou sistemático no Ocidente. Nos séculos seguintes, sua prática intensificou-se, a ponto de abadias e mosteiros se transformarem em verdadeiras oficinas de artesanato. As rainhas e suas damas também se dedicavam ao bordado. Em breve apareceram armas, brasões, escudos e pendões bordados a cores e em ouro e prata. No século XVI, difundiu-se o costume de bordar cenas semelhantes a pinturas, reproduzindo temas religiosos, históricos etc.

Este aro para ajudar a bordar tem um presépio bordado e faz parte da minha coleção! 



Agulha & Artes - Cartaxo

 “Se eu pudesse me vestir de flores,

quem melhor me enfeitaria?

A beleza do Jasmim, com o brilho do luar? ou a calma da Alfazema, que me faz suportar, o orgulho da Amarílis, que só Deus pode aguentar.

Eu sou Flor de Laranjeira: Pureza, Inocência e Amor,

Não posso misturar-me com a beleza de outra flor!”

(Regina Coeli)

Existem mais de 30 variedades de lavanda, que se podem encontrar no estado selvagem na Ásia, África e Europa. Esta planta já era usada pelos fenícios, egípcios e persas que usavam para perfumar e mumificar os mortos há mais de 2500 anos atrás. 

A primeira cultura de lavanda foi registada pelos antigos egípcios que a utilizavam para produzir óleo que fazia parte dos perfumes para preservação de múmias (pele e intestinos), incluindo o túmulo de Tutankhamen (1341-1323 A.C), disfarçando assim os cheiros da putrefação.

As lavandas e alfazemas são plantas que pelas suas flores roxas ou lilases e pela sua fragrância, atraem abelhas que produzem mel muito rico e com sabor muito agradável.

No século XII, o alemão Abbess Hildegard verificou a eficácia da alfazema contra as moscas e traças.

O nome “Lavender” foi dado pelos romanos, que tinham por hábito esmagar as flores e folhas da planta para acrescentar à água do banho. Os ramos de flores, eram colocados nos armários para impregnar a roupa com o seu cheiro.

O rei Carlos VI de França enchia as almofadas com lavanda. 

A rainha Elisabete I de Inglaterra, queria a lavanda presente nos arranjos da mesa real e exigia um ramo fresco todos os dias. 

Luís XVI, banhava-se com água perfumada com lavanda. 

A rainha Victoria usava um desodorizante com esta planta e Elisabete I e II, usavam produtos da companhia lavender Yardley a Co., de Londres.

Aqui fica a foto desta delicada almofadinha de lavanda e que faz parte da minha coleção! 





quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Minimania - Ilha Terceira - Açores

 "Nós somos uma microminiatura do Universo. Por isso somos a imagem e a semelhança de Deus.

(Álvaro Granha Loregian)

Este presépio têm uma mini dimensão e está muito amoroso. Foi elaborado por Mini mania que vive na ilha Terceira, nos Açores.



quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Dias Ferrari - V.N. Gaia

 "O amor é como uma planta. Não podes simplesmente pô-lo num vaso e esperar que cresça. Tens que cuidar dele e o regar.”

(John Lennon) 

Na antiguidade, o homem nómada já procurava elementos na natureza e criava ferramentas e utensílios para a sua sobrevivência. Ao mudar-se para as aldeias, ele sentiu necessidade de plantar flores e frutos perto de si. O vaso foi criado para ornamentar espaços como varandas e terraços, deixando as plantas mais próximas do convívio humano.

Estes mini vasos representam uma florida família e fazem parte da minha coleção. 




terça-feira, 22 de outubro de 2024

Atelier da Janica - S. Miguel

 "A viagem não começa quando se percorrem distâncias, mas quando se atravessam as nossas fronteiras interiores”. 

(Mia Couto)

Maria João Silveira, mais conhecida como Janica, trabalha com fibras naturais e folha de milho, as típicas bonecas dos Açores, desde tempos remotos. Na época da apanha do milho, as senhoras faziam bonecas para as meninas e com o carril da maçaroca faziam carrinhos para os meninos.
Este presépio foi elaborado com estes materiais e está muito querido. 

Aqui fica a foto!




terça-feira, 15 de outubro de 2024

Presépio - Póvoa do Varzim

 "É o coração que faz o caráter." 

(Eça de Queirós)

A Camisola Poveira  integrava o traje masculino de romaria e festa do pescador poveiro, sendo sempre a peça escolhida junto das mais altas individualidades políticas. Estas camisolas têm motivos marinhos, o brasão da Póvoa de Varzim e de Portugal, e siglas poveiras. As cores utilizadas são três: o branco, o vermelho e o preto, utilizando motivos marítimos e siglas.

No dia 27 de fevereiro de 1892, a comunidade piscatória sofreu uma traumática perda: 105 homens perderam a vida no mar, 70 pescadores poveiros e 35 pescadores da Afurada. Uma tragédia que levou à fundação do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) por ordem da Rainha D. Amélia. 

Com esta grande tragédia marítima, o luto decretou o fim do uso deste traje branco. Apenas em 1936, com a criação do Grupo Folclórico Poveiro, António Santos Graça recuperou a vistosa e original Camisola Poveira. Em 2021 foi certificada para evitar que se façam cópias deste produto. 





sábado, 28 de setembro de 2024

Presépio em crochet - Gaia

 " A mão que balança o berço é a mão que governa o mundo." 

( William Ross Wallace)


Os trabalhos de crochet são sempre bonitos e ternurentos! Este presépio é pequenino e amoroso.