quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Cerâmica do Lugal - Ilhavo

 "Nós temos raízes de alegria, e também nós podemos ser para os outros raízes de alegria. Não se trata de levar uma alegria passageira, uma alegria do momento, trata-se de levar uma alegria que crie raízes. A alegria é missionária, a alegria não é para um só, é para levar algo.”

(Papa Francisco) 

Como região cerâmica, Aveiro é uma das mais antigas de Portugal. O estabelecimento das primeiras olarias data do século XVI, estando estas referências na toponímia, como o antigo Bairro das Olarias e uma das torres da muralha a designar-se por Torre dos Oleiros.

As características geológicas da cidade, rica em argilas, e a abundância de lenhas nas imediações, aliadas a uma rede terrestre e marítima de comunicações fomentaram e desenvolveram esta indústria.

Esta combinação de fatores de localização e beneficiação de alcance dos mercados, como também a existência de uma rede de feiras, originou efeitos de proliferação da indústria local.

Já na segunda década do século XIX surge uma das mais emblemáticas fábricas de cerâmica da região: em janeiro de 1824, José Ferreira Pinto Basto constrói, na Quinta da Vista Alegre, o primeiro forno, que está na origem da ainda hoje conhecida fábrica de porcelanas.

Em 1882 surge, em Aveiro, a Fábrica da Fonte Nova que para além da louça que produziu no seu inconfundível “azul da Fonte Nova” foi uma das que mais contribuiu para a produção de azulejos Arte Nova a nível nacional.

A esta seguiu-se o aparecimento de outras unidades industriais ligadas ao setor cerâmico. A Fábrica Jerónimo Pereira Campos (1897), a Empresa Cerâmica da Fonte Nova (1903) e a Fábrica de Louça dos Santos Mártires (1905) que deu lugar à Fábrica Aleluia (1922), a E.L.A. - Empresa de Loiças e Azulejo de Aveiro, Lda (1919) e a Empresa Olarias Aveirense, Lda (1926) e mais tarde a cerâmica do Lugal. 

Este presépio é desta empresa de olaria e está amoroso. 







terça-feira, 25 de julho de 2023

Zé Augusto - Aveiro

 “As palavras de amizade e conforto podem ser curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável.

 (Madre Teresa de Calcutá)


Este ceramista transmitiu às suas peças uma interpretação do sentido do lugar – a sua cidade- exteriorizando a sua própria identidade, moldando minuciosamente o barro, criando figuras da sua vivência – São Gonçalinho, Santa Joana, marnotos e salineiras, e outras com traços caricaturais. A sua multifacetada criatividade não se esgotou na cerâmica, mas abriu-se também a outros domínios das artes plásticas.

José Augusto Ferreira dos Santos faleceu aos 82 anos, em 2012. 

A Câmara de Aveiro reconheceu o seu valor e atribui-lhe a Medalha de Mérito Municipal de Prata, em 1998. O seu testemunho será sempre reconhecido e valorizado em Aveiro. 

Agradeço do fundo do coração a um colecionador que teve a amabilidade de me arranjar este presépio tão ambicionado por mim. Faz parte da minha coleção e estou muito feliz por isso. 







terça-feira, 13 de junho de 2023

Madalena Novo - Fundão

 " A mulher é a cereja do bolo dentre todas as criações de Deus."

(Julian Iwasabi) 

O fim de semana foi a vez de ir ao festival da cereja no Fundão. É uma cidade com muita beleza e que se veste com toda a pompa para receber os apreciadores deste delicioso fruto. Aproveitei para trazer este presépio pequenino que está muito amoroso. 





terça-feira, 6 de junho de 2023

Maria - Bragança

 “Nunca se é homem, enquanto não se encontrar alguma coisa pela qual se está disposto a morrer." (Jean Paul Sartre) 

Os espigueiros são característicos do norte e nordeste de Portugal para guardar o milho e espigas, deixando-os secar e conservar sem que os roedores e pássaros os consumam. Os cereais ficam aí preservados para o resto do ano.

Este presépio faz esta bonita homenagem aos espigueiros e à ruralidade que devemos preservar para  conservar a identidade do nosso país. São os costumes que mantém vivas as tradições e tornam Portugal um país tão rico e original! 
Está muito amoroso este presépio, não acham? Aqui ficam as fotos: 

  



terça-feira, 14 de março de 2023

Presépio em cera - Oliveira do Hospital

 "Sê bom

Mas ao coração

Prudência e cautela ajunta.

Quem todo de mel se unta,

Os ursos o lamberão."

(Mário Quintana)


O mel é um alimento milenar! A civilização grega já o usava para a alimentação das crianças. 

Os romanos adoçavam os bolos com este precioso alimento. As mulheres serviam-se dele para confecionar produtos de beleza e hidratar a pele.

Na Idade Média, o consumo do mel já era generalizado. 

O mel é uma excelente fonte de energia e  é usado por atletas de alta competição. 

É de fácil dissolução na corrente sanguínea, já que em contraste com o açúcar é pobre em sacarose, fortifica os músculos, aumenta a resistência e favorece a rápida recuperação de energia face ao desgaste imposto numa qualquer atividade locomotora.

É rico em sais minerais ( tais como cálcio, cobre, ferro, magnésio, fósforo, potássio, entre outros) bem como aminoácidos com características antioxidantes, sendo por isso, uma fonte de energia e de longevidade para quem o consome.

Este presépio foi elaborado com cera das abelhas e cheira a mel, o que me delicia!





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Presépio - Ericeira

"Quando descanso? Descanso no amor."
(Madre Teresa de Calcutá) 

Este presépio está muito original. José segura no Menino Jesus, enquanto Maria descansa um pouco. 



Rosa Malva - Porto

"Quando vejo uma criança, ela inspira-me dois sentimentos: ternura, pelo que é, e respeito pelo que pode vir a ser."

(Jean Piaget)

  A Mané Pupo criou a Rosa Malva para que existisse um meio de se relacionar com o mundo. Tem formação na área de cerâmica e cria peças que encantam pelo detalhe, ternura e histórias que conta. É um projeto autobiográfico com a missão de amor e alegria sejam celebrados vezes sem conta em qualquer lugar. Em todas as peças que produz existe uma história para ser contada com alegria. O seu ganho está em cada sorriso que a oferta de uma sua peça provoca na pessoa que a recebe.

Este presépio provém da coleção ternura que apela à afetividade, amizade e amor.