quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Paula e artes - Cadaval

 "A palavra é o fio de ouro do pensamento."

 (Sócrates)

Esta técnica usa apenas fio e mãos para tecer algo! 

 Essa arte originou-se na pré-história, quando as primeiras comunidades começaram a desenvolver maneiras de se agasalhar, e proteger ou armazenar os seus alimentos. As amarrações de fios descobertas eram feitas com fibras vegetais (algodão, cânhamo, juta, sisal ou linho) e animais (lãs), e  originando técnicas de tecelagem (macramê, tricot, crochet). 

Como toda sabedoria antiga, há versões sobre sua origem, na Turquia, China e Egito, mas parece que a técnica teve destaque com os árabes medievais. O que ninguém tem dúvida é que foi difundida por marinheiros, que usavam suas longas viagens pra criar novos nós e confecionavam produtos (xales, cintos, bolsas, utensílios de pesca, etc) tanto para uso pessoal, quanto para venda e troca nos portos das cidades que paravam. 

No Brasil, o Macramé chegou pelos colonizadores portugueses e por isso, há quem tenha ouvido ser chamado de “bróia” ou “brolha”, como a técnica era apelidada em Portugal.

A palavra macramê significa “nó” e veio dos tecelões turcos que faziam franjas trabalhadas em toalhas barradas, na palavra Migramach, significado “tecido com franjas, tramas ornamentais”.

Em 1970, o movimento hippie dos EUA retomam a técnica.  Nessa época, podíamos encontrar o macramé principalmente em suportes de plantas, feitos em cordões normalmente de juta ou sisal, carregando frondosas plantas que eram a inveja da rua! Ou nas famosas entremeios de toalhinhas, feitas por artesãs, cheias de paciência, trançando aqueles cordões fininhos e com certeza levando bastante tempo pra criar quase uma obra de arte que ia para o wc das “visitas”. 

Este presépio foi executado com a técnica de macramé e faz parte da minha coleção. Está muito amoroso e gosto muito dele.






Lucinda Santos - Lisboa

 “O lago da montanha - Termina do lado leste. A tarde dos patos.” 

(Paulo Franchetti)

Esta família de patinho faz parte da minha coleção e está muito engraçado. 



Isaura Marques - Coimbra

 "As ideias são como as plantas: têm o seu clima e a sua terra. Por mais que se diga, o eucalipto será sempre exótico na paisagem portuguesa."

 (Miguel Torga – Diário)

Os eucaliptos foram descobertos há mais de 50 milhões de anos na Patagónia, atual Argentina. 

É  na Oceânia que têm mais expressão, com quase 800 espécies: 99% estão na Austrália e as restantes na Indonésia, Timor Leste, Papua Nova Guiné e Filipinas.

Conhecidos pelos povos nativos desde há dezenas de milhares de anos, os eucaliptos foram encontrados pelos europeus durante os descobrimentos. Os navegadores portugueses foram os primeiros a descobri-los e usá-los, nas ilhas do estreito de Sunda e em Timor Leste, entre 1512-1515.

No entanto, foram os ingleses que, durante as viagens exploratórias do Capitão James Cook (1770-1777), começaram a fazer colheitas de espécimes e registos científicos precisos, que culminaram na descrição científica do género em 1788. Anos antes, em 1774, já os tinham introduzido na Europa, nos Jardins de Kew, em Londres, como mera curiosidade botânica.

Esta mesma curiosidade por espécies novas e antes desconhecidas levaram os eucaliptos – e tantas outras plantas e árvores – a muitos países em todo o “velho continente”. Apesar de várias tentativas, o clima do centro e norte da Europa não permitiu a desejada expansão do género, que não sobrevive a temperaturas muito baixas, geadas ou neve. Já a sul, onde muitas espécies de eucaliptos se conseguiram aclimatar, vieram colmatar a crescente procura de madeira.


Pensa-se que o eucalipto (possivelmente da espécie E. obliqua) terá sido introduzido pela primeira vez em Portugal por volta de 1829 (em Vila Nova de Gaia), embora não se saiba ao certo quando chegou o Eucalyptus globulus, que é hoje o mais comum no país. Certo é que no início da segunda metade do século XIX, a espécie E. globulus começa a ser plantada como fonte de madeira para combustível e construção. As excelentes características florestais, como os troncos longos e aprumados, o crescimento rápido e a capacidade para rebentar de novo depois do corte, tornaram esta espécie de eucalipto muito atrativa entre as explorações agrícolas da altura.


Estes presépios são pintados em folhas de eucalipto e de carvalho e fazem parte da minha coleção. Estão amorosos, não acham?




terça-feira, 23 de novembro de 2021

Ajuda a igreja dos que sofrem – AIS – Lisboa

"A igreja não é ir. É ser."


A ajuda à missão da Igreja que Sofre é tornar conhecidas as necessidades pastorais e espirituais dos fiéis a católicos e outros cristãos em Portugal e em todo o mundo.

Além de apoiar os Cristãos que sofrem pela fé e estão em necessidade pastoral, também encorajamos os nossos benfeitores a manter a fé num mundo materialista e cada vez mais secularizado. Através da Fundação AIS, estamos unidos de coração a coração, numa corrente de fé, esperança e caridade em todo o mundo.

O Padre Werenfried van Straaten, falecido em 2003, disse que a nossa organização foi criada para ajudar a Igreja "onde quer que ela seja perseguida, ameaçada, necessitada ou destruída e onde sofra necessidade como resultado disso".

Naquela altura, o maior desafio foi a opressão da Igreja por trás da Cortina de Ferro, onde o comunismo tentou erradicar a crença religiosa e substituí-la pelo ateísmo. Na União Soviética (URSS) inúmeros cristãos foram enviados para os gulags e calcula-se que mais de 20 milhões de cristãos tenham morrido por se recusarem a renunciar à sua fé.

Com os Cristãos a sofrer às mãos de regimes antirreligiosos, o Padre Werenfried disse que a Ajuda à Igreja que Sofre ajuda "através da oração, sacrifício, conversão, informação e generosidade ativa para curar as feridas infligidas pelo ateísmo".

Este porta velas faz parte da minha coleção e foi comprado a esta associação. 



quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Isaura Marques - Coimbra

 “Pegue na bondade e doe-a a quem não sabe doar. Descubra o amor e faça-o conhecer ao mundo.” (Mahatma Gandhi)

Os descobridores portugueses foram os primeiros europeus a encontrar eucaliptos, em Timor, no início do séc. XVI.

A palavra eucalipto deriva do latim Eucalyptus, que por sua vez se baseia em duas palavras gregas Eu e calyptus. Estas significam “bem coberto” ou “bem escondido”, numa alusão ao botão floral dos eucaliptos que lembra uma espécie de tampa – chamada opérculo – protetora das restantes partes da flor.

Pensa-se que o eucalipto (possivelmente da espécie E. obliqua) terá sido introduzido pela primeira vez em Portugal por volta de 1829 (em Vila Nova de Gaia).

O eucalipto tem maior presença na região litoral centro (40,2% da área florestal), onde está mais bem-adaptado, com uma representatividade um pouco inferior à dos pinhais e outras espécies resinosas (44,5%).

O crescimento da área florestal de eucalipto traduz a sua importância socioeconómica para muitos proprietários florestais e indústria em Portugal. Esta relevância é possível devido à adaptação do Eucalyptus globulus às características do solo e clima nacionais, em particular nas zonas mais chuvosas e de invernos amenos.


Foi numa carrapeta, a cápsula do eucalipto que este presépio foi pintado. 



E este lindo pin que me deixou de coração cheio. 








terça-feira, 16 de novembro de 2021

Luart - Luísa Fonseca - Torres Novas

 “Os hipócritas são como as tâmaras: o doce está fora, o mel nas palavras e o duro lá dentro, na alma.”

(Mateo Aleman)

A anona é originária das regiões andinas do Equador, da Bolívia e do Peru, mas na atualidade cultivada como fruteira nas regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo. 

Ela tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que ajudam a combater a dor e inflamação, aumentar as defesas do organismo e controlar os níveis de açúcar no sangue.

A tâmara (do árabe التمر "tamar) é uma árvore milenar, muito abundante nos desertos do norte de Africa e pode atingir os 15 a 25 metros de altura! 

Estes presépios foram feitos sobre sementes destes dois frutos e estão muito amorosos. 






domingo, 14 de novembro de 2021

Tuguices - Porto

"Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem."

(Carlos Drummond de Andrade)


Este presépio remete-me às memórias da minha infância e às peças de jogo que tanto usava para brincar! 







Nagami - Porto

 "Acontece com os livros o mesmo que com os homens, um pequeno grupo, desempenha um grande papel."

(Voltaire)


Este presépio é feito em papel e faz parte da minha coleção! Foi usada a técnica  de dobragem que torna este presépio fantástico! 



quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Loja S. José 14 - Fátima

 "A coragem vem da fé."

(Soren Kierkegaard)


Estes presépios são feitos em cortiça e tem a imagem de vários presépios estampados. Foram comprados na loja S. José 14. Aconselho a uma visita. 








Mimos da Cláudia - Vagos

 "A paz é como uma toalha de linho branca, estendida sobre a longa mesa da vida."

(Gilda Morais)

Os primeiros relatos de uso similar ao guardanapo para fins de higiene nas refeições, vêm da Grécia antiga, quando era utilizado o pão para essa finalidade, principalmente nos textos de Alcifrão ou Aristófanes.

Na China já se utilizava do guardanapo de papel no tradicional chá da tarde!

No século XI, a regra geral era comer com as mãos e os comensais limpavam suas mãos nos pelos de animais vivos (como coelhos e cães). 

Leonardo da Vinci ficava chocado com esta prática usada pelo duque de Milão de prender coelhos vivos a cada mesa dos comensais para que estes limpassem as mãos aos pelos dos animais!

Consta que devemos a invenção dos guardanapos a Leonardo da Vinci (1452-1519)! Nos seus diários deixou escrito, quando descrevia as suas vicissitudes como mestre-de-cerimónias do duque de Milão, que teve a ideia de oferecer aos convidados uma forma de limparem as mãos durante os banquetes.

Na Idade Média, em grande parte da Europa, o uso de toalha de mesa e panos para limpeza das mãos e decorações, eram sinais de status e prestígio das famílias abastadas e foi neste período que o guardanapo passou a ser individual, pois antes, era compartilhado pelo casal ou a cada dois convidados.

Esta simpática artesã concretizou a minha ideia de ter argolas para guardanapo para alegrar a mesa de Natal. Ficaram lindos, não acham?




Este presépio também está muito delicado e giro. 










segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Presépio em papel - Arouca

 

"Que o papel fale e que a língua se cale."

 (Miguel Cervantes)


Este presépio em feito em papel e de uma enorme beleza e perfeição! Faz parte da minha coleção! 



quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Miminhos da Lúcia - Lisboa

 

"Cada homem traz consigo, ao nascer,  um talento especial."

(Ralph Waldo Emerson)


Ontem a minha coleção ficou mais rica com estes bonitos presépios adquiridos à Lúcia. Tem presépios lindos e de perder a cabeça pelo grande talento desta simpática artesã e amiga. 

Convido-vos a visitarem a página do facebook: Miminhos da Lúcia. (https://www.facebook.com/ByMiminhosDaLucia) 

Estes presépios combinam porcelana fria com pedras, outros materiais de bijuteria, cortiça, madeira e muita criatividade para criar estas bonitas peças. 







E este miminho que adorei e que me deixou cheia de alegria.