"A palavra é o fio de ouro do pensamento."
(Sócrates)
Esta técnica usa apenas fio e mãos para tecer algo!
Essa arte originou-se na pré-história, quando as primeiras comunidades começaram a desenvolver maneiras de se agasalhar, e proteger ou armazenar os seus alimentos. As amarrações de fios descobertas eram feitas com fibras vegetais (algodão, cânhamo, juta, sisal ou linho) e animais (lãs), e originando técnicas de tecelagem (macramê, tricot, crochet).
Como toda sabedoria antiga, há versões sobre sua origem, na Turquia, China e Egito, mas parece que a técnica teve destaque com os árabes medievais. O que ninguém tem dúvida é que foi difundida por marinheiros, que usavam suas longas viagens pra criar novos nós e confecionavam produtos (xales, cintos, bolsas, utensílios de pesca, etc) tanto para uso pessoal, quanto para venda e troca nos portos das cidades que paravam.
No Brasil, o Macramé chegou pelos colonizadores portugueses e por isso, há quem tenha ouvido ser chamado de “bróia” ou “brolha”, como a técnica era apelidada em Portugal.
A palavra macramê significa “nó” e veio dos tecelões turcos que faziam franjas trabalhadas em toalhas barradas, na palavra Migramach, significado “tecido com franjas, tramas ornamentais”.
Em 1970, o movimento hippie dos EUA retomam a técnica. Nessa época, podíamos encontrar o macramé principalmente em suportes de plantas, feitos em cordões normalmente de juta ou sisal, carregando frondosas plantas que eram a inveja da rua! Ou nas famosas entremeios de toalhinhas, feitas por artesãs, cheias de paciência, trançando aqueles cordões fininhos e com certeza levando bastante tempo pra criar quase uma obra de arte que ia para o wc das “visitas”.
Este presépio foi executado com a técnica de macramé e faz parte da minha coleção. Está muito amoroso e gosto muito dele.
























